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O Festival

Idealizado por Luiz Felipe Gabriel, Jaime Sautchuk, Adnair França e Luís Gonzaga, o Fica despontou em 1999 como marco de um novo momento da cultura em Goiás, sob a coordenação geral do cineasta João Batista de Andrade. A pouco mais de dois meses da data de sua realização (2 a 6 de junho de 1999), João Batista produziu o regulamento, estabeleceu a premiação – cada prêmio homenageia uma personalidade da cultura goiana – e criou o formato final do festival, entre outras providências. O Fica, que acontece na Cidade de Goiás, berço cultural do Estado, adquiriu solidez e independência, marcando-se como um dos mais importantes acontecimentos do calendário cinematográfico mundial. Desde a primeira edição, o festival tem descrito uma trajetória de crescimento e consolidação. Uma das causas dessa ascensão é o fato de possuir a maior premiação da América Latina no gênero: R$ 240 mil em prêmios.

Cidade de Goiás

Em 1683, Bartolomeu Bueno da Silva, a frente de numerosa bandeira, da qual fazia parte seu filho, de igual nome, chegou ate o rio das Mortes, seguindo o roteiro que Manuel Correia traçara em 1647. Ali, com o auxilio do bandeirante Pires de Campos, que Ihe indicou um guia, atingiu as cabeceiras de um rio que depois se chamou rio Vermelho. Foi nesse local que Bartolomeu usou a artimanha do prato de aguardente com fogo para impressionar os nativos, sendo cognominado Anhanguera – diabo velho. De regresso, alem de ouro, trouxe grande numero de índios cativos. Cerca de quarenta anos depois, Bartolomeu Bueno da Silva Filho foi incumbido, pelo governo de São Paulo, de chefiar uma bandeira de cem homens, com o fim de localizar o lugar onde estivera com seu pai. Tendo encontrado o aldeamento dos índios guaiases, ou Goiás, e vestígios da roca cultivada pelo Anhanguera, fundou, em 1726, o arraial da Barra, hoje Buenolândia, e no ano seguinte, os de Ouro Fino, Ferreiro e Santana, originando-se deste ultimo a atual cidade.

Paisagem Goiás

Foi sede administrativa da Capitania e do Estado de Goiás, de 1744 ate 1937, quando se deu a transferência oficial da Capital estadual para Goiânia. O distrito e freguesia foram criados em 1729, com a denominação de Santana de Goiás. Por fora da Carta regia datada de 11 de fevereiro de 1736, foi criado o Município, que recebeu o nome de vila Boa de Goiás, instalado em 25 de julho de 1739. Em 8 de novembro de 1744, recebeu qualidade de sede administrativa da Capitania de Goiás, por fora do Alvará que a criou. Jeroaquara, Mozarlândia e Uva; e 8 povoados e é sede de comarca de 3ª entrância. A sede municipal coube foros de cidade, e o topônimo do Município foi simplificado para Goiás, por efeito da Carta de lei de 17 de setembro de 1818. Perdeu a qualidade de sede de governo em obediência ao Decreto estadual n.° 1 816, de 23 de marco de 1937, que oficializou a transferência da Capital do Estado para Goiânia. Depois de uma serie de desmembramentos, para formação de novos Municípios, conta 8 distritos: Goiás (sede), Buenolândia, Caiçara, Davinópolis, Itaiú.

Turismo

Cidade de Goiás, uma atração imperdível

Cidade de Goiás por Flávio Isaac

 

O Festival mais amado de Goiás deve boa parte de seu sucesso à sua sede, a cidade de Goiás. A cada nova edição, a cidade abraça o Fica e recebe os visitantes com o melhor da gastronomia típica, o encanto das ruas de pedra e dos casarões coloniais, o privilegiado pano de fundo da Serra Dourada, tradições culturais e costumes numa combinação única da antiga Vila Boa.

Para alimentar cinéfilos, ambientalistas e turistas, não faltam boas opções na cidade. Um dos mais famosos pratos típicos é o empadão goiano, encontrado em praticamente todos os restaurantes, lanchonetes e mercados nos tamanhos pequeno, médio e grande. Os pontos de venda mais tradicionais do empadão são o Restaurante Tempero e Arte e o Bar da Patricinha.

Outras delícias que conquistaram o coração dos visitantes da antiga Vila Boa são os doces cristalizados e de compota, os pastelinhos e alfenins, encontrados facilmente no Mercado Central ou diretamente com algumas doceiras da cidade, que moram próximo ao Convento do Rosário. Agora, se a procura for pelo arroz com pequi, galinhada, guarirora (também conhecida como gueroba), frango caipira ou pelo escondidinho de carne seca, as opções são os restaurantes da cidade, principalmente, aqueles que ficam no centro histórico. Os mais tradicionais são o Flor de Ipê, Dalí Sabor e Arte, Espaço Ouro Fino Pizzaria & Restaurante e o Braseiro.

Também marcam a culinária local itens famosos como o tradicional bolinho de arroz, pastel frito na hora, cachaças locais, encontrados em vários pontos da cidade e também no Mercado Central. Para se alimentar de gastronomia, história e belezas naturais, confira nossas dicas de passeios pela cidade e arredores.

 

Igrejas e Mercado Municipal

Chafariz de Cauda por Flávio Isaac

  • Novo painel da Serra Dourada no Cineteatro São Joaquim

Bem na entrada do Cineteatro, os visitantes podem ver o painel feito pelo artista plástico Elder Rocha Lima retratando a Serra Dourada. A obra, com 12 metros de comprimento e 2,30 de altura, retratada a paisagem natural com diferentes cores e técnicas de pintura. Segundo o artista, o painel foi feito para se integrar à arquitetura do Cineteatro e não pode ser visto de uma vez só, possibilitando leituras múltiplas.

  • Pôr do sol na Igreja Santa Bárbara

Outra forma de admirar a beleza da Serra Dourada é subindo os 87 degraus da Igreja Santa Bárbara, que fica no alto de um morro na saída norte da cidade. A igreja construída em 1870 só abre no mês de dezembro para a festa da padroeira, mas o local merece a visita por oferecer uma vista de 360 graus da cidade de Goiás. No nascer ou no pôr-do-sol, a vista é ainda mais estonteante.

  • Mosteiro da Anunciação do Senhor

É um dos tesouros escondidos da cidade, inaugurado em 1985 por monges beneditinos. Tudo no lugar é ilustrado por ícones, signos em diferentes ambientes. Todas as obras decorativas foram entalhadas na madeira pelo monge Pedro Recroix, um francês radicado no Brasil e que morreu em 2009 deixando uma verdadeira coleção. As obras podem ser vistas em uma galeria localizada dentro do mosteiro. A exposição é aberta e permanente.

Igreja Nossa Senhora do Rosário

  • Cemitério São Miguel

Assim como toda cidade histórica, Goiás carrega memória, identidade e cultura em suas ruas, igrejas, calçadas, praças, parques, prédios públicos e, é claro, no cemitério. Uma das opções é conhecer o Cemitério de São Miguel. Primeiro a ser edificado no território goiano, o local abriga grandes obras de escultura fúnebre, com túmulos de personagens da história de Goiás, a exemplo poetisa Cora Coralina (1889-1985), o desembargador e poeta Luís Ramos de Oliveira Couto (1884-1948) e o escritor que lutou pelas causas abolicionistas Antônio Félix de Bulhões Jardim (1845-1887).

  • Mercado Municipal

O local também passou por uma recente obra de requalificação do PAC Cidades Históricas e está ainda mais charmoso. Construído em 1926, é um ponto de encontro no café da manha, e a boa pedida é o delicioso bolinho de arroz. Confira também as lojas com cachaças de sabores variados e artesanato local. O passeio também pode ser feito à noite, quando os pilares do bloco mais antigo ficam iluminados, ressaltando a arquitetura neoclássica.

Casa de Cora Coralina por Flávio Isaac

Para fugir do calor: picolé no Coreto e cachoeiras

Foto Flávio Isaac

  • Picolé e sorvete na Praça do Coreto

Para quem passeia por Goiás, não pode faltar, é claro, aquela passadinha na Praça do Coreto para conferir os sorvetes e picolés. São sabores variados que incluem cajazinho, cajá-manga, mangaba, coco queimado e baru. Todos os picolés e a bola de sorvete (unidade) tem o preço único de R$ 2,50.

  • Fonte da Carioca

O local é ponto de encontro dos moradores da antiga Vila Boa de Goiás e dos viajantes e tropeiros que chegavam pela Estrada Real. Erguida à margem do Rio Vermelho e datada de 1772, a fonte foi restaurada em 2012. Além dela, há no local a Estrada do Nascente — uma das estradas reais que cruzavam o estado — e a Usina de Força e Luz Ratto & Guedes — primeira usina termoelétrica do estado de Goiás.

  • Cachoeira das Andorinhas

Localizada aproximadamente a 10 quilômetros da cidade, a Cachoeira das Andorinhas é a melhor opção para quem quer dar aquela relaxada e, de quebra, poder aproveitar o verde do cerrado. O seu acesso é feito através de trilha em mata fechada de 900 metros, com vegetação nativa, água gelada e uma vista inesquecível.

 

Mais informações

Pastelim de Goiás por Flávio Isaac

 

Empadão de Goiás por Flávio Isaac

Informações sobre hotéis, pousadas e passeios:

Ipê Turismo Sustentável
Endereço: Rua Dom Cândido, 24 ao lado da Casa de Cora Coralina
Telefone: (62) 3371 – 2277 ou 8494 – 7764
www.ipeturismosustentavel.com.br

Amatur
Endereço: Agência de Viagem, Rua São Paulo, 30-A
Telefone: (62) 3371 – 3774 ou 8505 – 9455
www.amatur.com.br