Devido ao grande número de inscritos, a divulgação da lista de filmes, prevista para a próxima segunda-feira, será feita no dia 27 deste mês. O festival será realizado entre 16 e 21 de novembro em formato digital

O governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult Goiás), iniciou a seleção dos filmes inscritos para concorrer à 21ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica 2020), que será realizada entre 16 e 21 de novembro. O Fica será em formato totalmente digital, em razão da pandemia de Covid-19.

O trabalho do júri será concluído até o dia 25 de outubro, e a divulgação dos selecionados, que  estava prevista para a próxima segunda-feira, será feita no dia 27 de outubro, devido ao grande número de obras inscritas: 331 filmes. A prorrogação do resultado está prevista no regulamento do festival.

As produções vieram de 17 países. O Brasil liderou o ranking com 226 filmes inscritos, sendo 198 curtas e 28 longas. Pela 17ª Mostra ABD Cine Goiás, serão 82 curtas goianos. A lista dos selecionados, tanto do Fica, quanto da ABD, será publicada na mesma data, no site do festival: www.fica.go.gov.br.

A comissão de júri de seleção é composta por três membros especialistas da área de cinema, indicados pela Secult Goiás após consulta às entidades representativas do segmento do audiovisual em Goiás. São eles: Julio Pereira, Éder dos Santos e Thiago Lemos.

Para o certame, o júri está avaliando as produções que participarão da Mostra Competitiva e, também, das eventuais mostras paralelas de caráter competitivo, seguindo os critérios exigidos no regulamento em que se enquadram as obras nos gêneros ficção, documentário ou experimental, podendo ser em animação ou live-action, com temática ambiental, produzidas em qualquer parte do mundo.

 O Fica 2020 irá distribuir o total de R$ 142,5 mil em premiações, que variam de R$ 2 mil a R$ 7 mil. Outra novidade do festival é o prêmio José Petrillo, em forma de taxa de seleção, que pagará R$ 3,5 mil para cada longa-metragem e R$ 2 mil para cada curta-metragem selecionado. Essa premiação é acumulável com outras que o filme vier a receber. 

Conheça o júri de seleção

Julio Pereira é goiano, mas reside na cidade de Recife (PE) desde 2014, onde fez graduação em Cinema pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e desde então, atua em várias frentes do audiovisual. Escreveu críticas de cinema por anos em sites e revistas, como a Revista ]Janela[ , Cineplayers e Revista Moviement. Como realizador, dirigiu vários curtas-metragens, sobretudo com o Coletivo Filma que Vai Cair, atualmente extinto. Na área da pesquisa, estuda o funcionamento prático da realização de cinema, com foco nas relações trabalhistas dentro da produção cinematográfica.

Éder dos Santos tem 35 anos, é graduado em audiovisual, na área de  Tecnologia em Multimídia Digital, pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). Sua segunda graduação está prevista para ser concluída neste ano de 2020, em Cinema e Audiovisual, pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Eder é diretor, roteirista e crítico de cinema, atuou como júri jovem no Pirenópolis Doc 2018. Desde 2012, vem desenvolvendo atividades no mercado na realização de filmes, peças publicitárias e conteúdo para web.

Thiago Lemos é produtor e pesquisador nas áreas do audiovisual e comunicação social. Como artista visual desenvolve pesquisas em performance em arte, vídeo e fotografia, com investigações acentuadas sobre a poética do corpo e seus derivados, assim como nos processos coletivos de criação e produção artística e audiovisual. Atua como produtor de audiovisual desde o ano de 2003, e é sócio fundador da Digital5 Tecnologias em Comunicação, onde trabalha com vídeos institucionais, registro de espetáculos, videoclipes, além de sua produção autoral.